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Declaração de Amor - Friedrich Nietzsche

Ó maravilha! Voará ainda?
Sobe e as suas asas não se mexem?
Quem é então que o leva e faz subir?
Que fim tem ele, caminho ou rédea, agora?

Como a estrela e a eternidade
Vive nas alturas de que se afasta a vida,
Compassivo, mesmo para com a inveja...
E quem o vê subir sobe também alto.

Ó albatroz! Ó minha ave!
Um desejo eterno me empurra para os cimos
Pensei em ti e chorei.
Chorei mais e mais... Sim, eu amo-te!

3 comentários:

  1. Lindíssimo poema!

    Boa semana querida Amiga.
    beijos
    cvb

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  2. De folhas de Outono se coroa uma tonta
    Lancei pedras sobre as ondas furiosas
    Teimosamente arde neste peito uma raiva
    E vi muito lixo num covil de raposas

    As coisas que um poeta vê
    As coisas que que invadem uma alma demente
    Num silencio contaminador, estonteante
    Ouvi palavras de amargo presente

    Cheguei finalmente a uma certa praia
    Fiquei encoberto por uma mancha de gaivotas
    Na impressionante fachada da minha alma
    Fecham-se com estrondo todas as portas


    Doce beijo

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