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Fraternal - Helena Kolody

Meu canto de amor, como bálsamo
Para as cansadas mãos embrutecidas.
e para as tristes vidas deformadas.

Meu canto de amor, envolvente,
A esconder a pobreza disfarçada
De quem finge ter tudo e não tem nada.

Canto em surdina, luar nevando música,
Para a bondade sábia da velhice,
Seu riso de renúncia e de perdão.

Claro canto, impetuoso como o vento,
Para os jovens, que abalam o universo
À força de entusiasmo e de talento.

Meu canto de amor, como os sinos da Páscoa,
Para as crianças, humanidade a ressurgir,
Numa eterna promessa de redenção.

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