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Mãe - Eunice Arruda

mãe da hora
extrema
sai do silêncio
da neblina
volta

volta a menina antiga
afeita
às chuvas e aos relâmpagos
tenta

tenta atravessar o rio
o escuro
é hora – a extrema –
a de alcançar a outra margem
a margem –
– mãe

abandona a sombra
o silêncio
vem
vigia
vela na mão vem
– cobertas me abraçando –
silenciosamente
me recolhe – mãe – na hora extrema

2 comentários:

  1. Lindo, minha amiga! Vc me emociona sempre, mas hoje é um dia muito especial para o seu coração e preciso lhe dizer como sou grata pela sua amizade e pelo carinho de dividir suas mais profundas emoções.
    Bjs.

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  2. Olá, boa noite, amiga!

    Depois duma prolongada e forçada ausência

    aqui estou de novo, aos pouquinhos,

    a visitar os amigos.

    Saudações minhas

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