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Para sempre - Odylo Costa, Filho


Ando bem devagar. Em silêncio.
Como quem resguarda uma luz frágil em noite de tempestade.
Quero evitar a fuga da poesia que, mal acordou em mim,
se dispersa nos ventos da tarde.

Estou só, mas teus olhos, presentes nos meus, não se calam.
Alguém que espia espantado terá ouvido o teu riso?
Caminharei ainda mais lento para que o teu rosto
não se fragmente em minhas mãos.
Vigiarei as pupilas para que a tua imagem não fuja.

Dorme dentro de mim.
Só quero as coisas para sempre. Dorme.



2 comentários:

  1. Um amor que dorme "in"Um amor que vigia. Janelas da poesia.
    LINDO DEMAIS.

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  2. Obrigada, Lourdinha!

    Beijos e meu carinho :)

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