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Pobreza - Adalgisa Nery


O manto de linho tecido para a minha infância
Ao lavá-lo ao rio
A corrente o levou.
O manto de seda tecido para a minha adolescência
Ao mostrá-lo ao sol
O vento o levou.
O manto de lã tecido para a minha morte
Ao aquecê-lo ao fogo
A chama o queimou.

2 comentários:

  1. OI Nádia,simplesmente Lindo. Tenha um bom Domingo.Bjs.

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  2. Tudo é efêmero.
    um bj Nádia, obrigada pela poesia que partilha.
    oa.s

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