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Manoel de Barros

Morre o poeta Manoel de Barros. 


Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.

Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo 
o meu destino.
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas.


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