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Canção da manhã - Helena Kolody


No esguio minarete do pinheiro,
O sabiá convida para a prece.
Canta e baila a água trêfega das fontes,
Na cristalina infância dos rios.
Fragílimas filigramas de teias orvalhadas
tremeluzem ao sol.
Ostenta um lustro novo e verde da folhagem,
Comunicando ao velho encanto da paisagem
Um brilho inaugural.
Fulvo oceano de luz em que submerge o mundo!
Riso feliz que assoma aos lábios sem querer...
Ó gloriosa manhã, como é doce viver!


2 comentários:

  1. Nádia,já estava com saudades de chegar mais perto deste cantinho.bjs

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  2. Obrigada pela presença, Eliete.
    Sempre bem-vinda!

    Bjs :)

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