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Bernardo - Manoel de Barros

Bernardo já estava uma árvore quando
eu o conheci.
Passarinhos já construíam casa na palha
do seu chapéu.
Brisas carregavam borboletas para o seu paletó.
E os cachorros usavam fazer de poste as suas
pernas.
Quando estávamos todos acostumados com aquele
bernardo-árvore
ele bateu asas e avoou.
Virou passarinho.
Foi para o meio do cerrado ser um arãquã.

Sempre ele dizia que o seu maior sonho era
ser um arãquã para compor o amanhecer.

5 comentários:

  1. Lindo texto! Estou a lhe seguir, espero que me siga caso goste do blog, claro!
    Pretendo ler mais textos por aqui, passar mais vezes. Grande abraço!

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  2. Adorei seu blog, os textos são muito bem selecionados. PArabéns! Bj

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  3. Obrigada.
    Bem-vinda, Edilene!

    Beijos :)

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  4. ou vi hoje uma canção deste poema

    http://www.youtube.com/watch?v=37DZxR4FiVQ

    Meu filho de 4 meses se chama Bernardo também. Ele não compõe o amanhecer, mas recita cada raio do sol no sorriso...

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  5. Que lindo!
    Que haja muitos raios de sol para Bernardo sorrir.

    Beijos :)

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