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Olhar do Tempo - Ives Gandra


Olhar do tempo. Como eu sinto a messe,
Safra da terra, sem semente fora!
Ceifem a messe, que a safra apodrece,
Tempo de sempre, que se faz de agora.
Olhar do tempo. Como eu sinto o rio,
Estrada líquida, sem outra estrada!
Bebam a estrada, que desponta o estio,
Tempo de todos, que se faz de cada.
Olhar do tempo. Como eu sinto o espaço,
Tapete imenso, sem limites ao norte!
Durmam o norte, norteando o passo,
Tempo de vida que se faz de morte.
Olhar do tempo, como eu sinto a cruz!
Tempo de sombra, que se faz de luz.

2 comentários:

  1. O tempo, ainda que não servisse para nada, serviria sempre de matéria prima para os poemas nossos de cada dia.

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  2. Bendito o tempo e os poemas de todo dia!

    Obrigada pela visita e seus comentários.

    Abraço e ótima noite! :)

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