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Duplo - Cláudio Neves

 Eu finjo ser quem fui,
 porquanto assim me seja
 real ser o que frui
 e não quem o deseja.

 Eu tento ser quem era
 somente porque é belo
 e inútil, e desespera
 tentar ser mais do que sê-lo.

 Finjo sempre nesta hora
 de crepúsculo incompleto
 em que duvido se é minha
 a sombra azul que projeto.


2 comentários:

  1. Nádia, fiquei muito feliz com essa postagem, sobretudo por ter atendido ao meu pedido.
    Cláudio Neves é um poeta grande.
    Abçs

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  2. Eu lhe agradeço pela indicação.
    Gosto muito dos poemas de Cláudio Neves.

    Abraço

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