
Atravessaria um rio grosso
no meio da noite
para decifrar tuas pegadas,
o rastro luminoso dos teus olhos.
Atravessaria a superfície
silenciosa dos espelhos
para ver o teu avesso.
Caminharia sobre água
e fogo
para soletrar teu corpo.

Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.

Eu vinha para a vida, e deram-me dias
Voa um par de andorinhas, fazendo verão.
Os dias felizes estão entre as árvores,
olhar o mesmo olho
Tanto que fazer!
O mar é longe, mas somos nós o vento;
A lua faz silêncio para os pássaros,
Seremos ainda românticos
Ando na ponta dos pés
Bernardo é quase árvore.
