A água se ensina pela sede;A terra, por oceanos navegados;
O êxtase, pela aflição;
A paz, pelos combates narrados;
O amor, pela cinza da memória
E, pela neve, os pássaros.
A água se ensina pela sede;
Abandonei-me ao vento. Quem sou, pode
Suas palavras são balões soltos no parque,
Ela varre com vassouras multicores
Dorme, criança, dorme,
Onde está meu quintal
Onde está meu anel
- a moringa de barro,
Não creias nos meus retratos,
Manso pastor que sobrevive
Além de mim, quero apenas
Ninguém abra a sua porta
A cor invade o lugar, púrpura baça.
(para uma criança da favela)
Há pouco emergi
Uma semente engravidava a tarde.
Amo andar pelas tardes sem som, brandas, maravilhosas
Amo andar nessas tardes...
Muitas velas. Muitos remos.