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A voz da chuva - Walt Whitman

E quem és? disse eu ao aguaceiro que cai suave,
Que, estranhamente, me deu esta resposta, aqui traduzida:

Eu sou o Poema da Terra, disse a voz da chuva,
Eterno ergo-me impalpável 
da terra e do mar sem fundo,
Em direcção ao céu, de onde,
surgindo sob uma forma vaga,
completamente transformado e no entanto o mesmo,
Desço para banhar a aridez, os átomos, 
as camadas de pó do globo,
E tudo o que nelas sem mim
seria apenas sementes adormecidas e por nascer;
E para sempre, de dia e de noite,
devolvo a vida à minha própria origem
e torno-a pura e embelezo-a,
(Porque a canção, saída da sua terra natal,
depois de cumprido o seu dever e ter deambulado,
Ouvida ou não na sua hora, regressa com amor).

Um comentário:

  1. Que lindo Nádia, adorei o poema e a imagem.
    Tenha um bom dia!
    beijinhos
    oa.s

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