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O Poeta e a Loucura Quântica - Afonso Estebanez

 
Há muito sofrimento neste mundo.
O poeta escala o fundo da alvorada
e dela vai a um despertar profundo
de outra vida que é sua dor calada.

O poeta vai aos campos de batalha
armado com o instinto de uma flor,
e na frente de luta o poeta espalha
seus cânticos de guerra com amor.

O poeta vai aos campos de centeio
e tira o joio enquanto colhe o trigo
que doa como pão partido ao meio
para a missa de paz com o inimigo.

Todo poeta é um louco concebível,
é um mago e sua quântica loucura
em que o eterno pode ser possível
na dimensão possível da ternura...



2 comentários:

  1. Que lindo, Nádia! Nossa, o poeta é tudo isso!
    Quanta beleza!
    Abçs,

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  2. Este poema é maravilhoso!

    Beijo :)

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