GATO - Alexandre O'Neill

Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pelo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que Deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?

3 comentários:

  1. Tia ta muito legal seu blog!!!
    Adorei!!
    Vou ficar visitando pra ver suas postagens, tá?
    Beijos!!!

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  2. Obrigada pela visita!!!
    E as poesias, você leu?
    Há muitas e você pode escolher...
    Beijos

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