O poetacom sua lanterna
mágica está sempre
no começo das coisas.
É como a água eterna-
mente matutina.
Pouco importa a noite
lhe ponha a pena
do silêncio na asa.
Ele tem a manhã
em tudo quanto faça.
Nunca deixará de ter pássa-
ros.
O poeta
Meus companheiros amados, 
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Com fina linha prateada

Nascença Eterna,
Perpétua Luz, Contínua Oferta
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
O mundo parou
O dia o fez branco
A noite fora longa, escura, fria.
E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»
Ai dias de Natal a transbordar de luz,
E assim, mais uma vez, Jesus nascia.