Diante do crucifixo Eu paro pálido tremendo
“ Já que és o verdadeiro filho de Deus
Desprega a humanidade desta cruz".
Diante do crucifixo
Eu me diluí na alma imprecisa das coisas.
Escuto a chuva batendo nas folhas, pingo a pingo.
E olharias o sol subindo ao céu com asas de fogo.
A dança? Não é movimento,
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
E cravam-se no Tempo como farpas
De mãos é cada flor cada cidade.
E nós ficamos a teus pés!
Pouco rimo tanto com faz.
De repente do riso fez-se o pranto
Quando mais nada houver,
E então fez-se verbo
Sou o Tempo que passa, que passa,
A correr, de segundo em segundo,
Ninguém pode evitar os meus danos...
Trabalhai, porque a vida é pequena,